Mostrar mensagens com a etiqueta impulso jovem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta impulso jovem. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de abril de 2013

1 Milhão de impulsos jovens #2


Ainda sobre a lógica dos impulsos jovens e desempregos.

Vamos olhar para a lógica do Miguel Gonçalves, mas com olhos de ver, tipo como quem vê mamas, ou seja com muita atenção e carinho.

É possível, que existam por aí muitas pessoas acomodadas e com dificuldades em encontrar emprego, porque não sabem como promover os seus serviços, ou até porque não querem trabalhar em qualquer coisa que mexa. E para essas pessoas, ouvir o Miguel Gonçalves, pode ser motivador. É também possível, que o espirito de mente aberta, cheia de pragmatismo e vontade de investir e ser melhor, não esteja bem enraizado na cultura Portuguesa.

Mas não acredito, que no quase, um milhão de desempregados, não exista malta com qualidade, força de vontade, pro-atividade e uma data de outros adjetivos positivos, que podem consultar no dicionário da língua portuguesa.

Acredito sim, que neste milhão, existem grandes carolas pensadoras de matérias diversas (de vários tamanhos e feitios), que já trabalharam em grandes empresas, com grandes skills. Acredito que dentro do “milhão” existem muitos recém licenciados, cheios de ideias fresquinhas, que até tiveram a oportunidade de integrar num estágio profissional numa boa empresa, onde criaram coisas giras, mostraram serviço, e fizeram muitas cenas, tudo em troca de duas linhas no Curriculum, que comprovam que lá estiveram a ganhar experiência. E talvez de uma sande de courato para o lanche.

A esmagadora maioria destas pessoas, já trabalhou muito, algumas até uma vida, e penso que os seus conhecimentos poderiam ajudar claramente o país a mudar para melhor. Mas as empresas, optam por deixa-los fazer parte de uma histórica % de desempregados em Portugal.

É aqui onde eu quero chegar, o que escrevi em cima é só uma introdução. Fala-se das pessoas, que não procuram, ou que não sabem procurar. Certo, é possível, mas então e das empresas ninguém fala?

Qual é o contributo das empresas para o combate ativo ao desemprego? Se existem desempregados, é porque as empresas não estão a empregar, não é? Parece-me lógico! Mas e... 
  • Será que as empresas em geral, tem uma mentalidade suficientemente aberta a paleios “à lá Miguel Gonçalves”, sobre o empreendedorismo e da vontade de fazer melhor?
  • Será que estarão dispostas a arriscar mais, para conseguirem mais e melhores resultados?
  • Será que ouvem as ideias dos seus empregados, que vai na volta, até contribuíam para alavancar os resultados da empresa para outros niveis?
  • As empresas, dão formação qualificada aos trabalhadores, para os ajudar a ser ainda melhores?
  • As empresas, têm uma filosofia de equipa? Ou apenas acreditam que existe um chefe, e o resto?
  • Será que pagam os impostos em Portugal, contribuindo para gerar mais riqueza e consequentemente criação de mais emprego?
  • Alocam os recursos – Pessoas – que trabalham nas empresas a postos onde podem dar um maior e melhor contributo?

Se calhar, tem de existir é um gajo que dê palestras a empresas e não a pessoas. As pessoas estão bem, qualquer coisa emigram ou fazem outra coisa qualquer para ganhar dinheiro, nós cá nos safamos e adaptamos a todo e qualquer tipo de ambiente.

E as empresas? 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

1 Milhão de impulsos jovens


Isto do impulso jovem é tudo “muita” bonito, diz que é para combater o desemprego e o “carailhe”.

Não percebo o nome impulso jovem, porque já é muito batido. Este Governo não tem feito outra coisa, dar um impulso aos jovens para sair do país, quer pela via do convite à emigração, ou pela falta de emprego e aumentos brutais de impostos. Pff cá estúpidos, ao invés de dar o exemplo e ser criativo não...

O Relvas, que acabou de se demitir para tirar 1 ano da sua vida para acabar a 4ª classe à noite, convidou o tal do Miguel Gonçalves (que ficou conhecido pelas suas palestras sobre empreendedorismo, que se tornaram virais no Youtube e que o tornaram de uma espécie de Lenda, ou Guru da matéria), para fazer um inspirador discurso sobre como ser um desempregado com uma mentalidade positiva.

Caiu o Carmo e a Trindade nas redes sociais, dizem que o gajo é um vendido e o camandro, só porque está associado ao Relvas. A verdade é que o Miguel Gonçalves não tem culpa nenhuma, nem tem de ser o “alvo”.

Relativamente a o que ele diz e faz, na minha modesta opinião, não nos dá novidade nenhuma, tudo o que apregoa é simples, lógico, enfim quase dogmático.

Se queres vencer na vida, tens de arregaçar as mangas e fazer-te ao piso. A ideia dele, que também partilho, é que as pessoas para o empregador, são um produto, como tal tem de saber vender os seus serviços às empresas onde querem trabalhar e, esta venda não pode ser feita apenas com o envio de um mero CV, daqueles tipo modelo europeu, chato e similar a tantos outros, ninguém vai olhar para isso. Temos de nos destacar.

Pena já não existirem empresas para enviar candidaturas.

Até aqui tudo bem, nada de novo, é só um gajo que fala sobre o que nós já sabemos. É como o ouvir o Cavaco a falar sobre o País, isto está mal e temos de fazer sacrifícios. “Oh, a sério lindo? Haa tá, então pronto.”

Fiquei um pouco chateado quando falou de propinas e o “caralhe”, disse que as propinas da faculdade custam 1200/1300€ ano, que por mês dá coisa de 100€, e que se um jovem com 20 anos não consegue gerar esses 100€ é um camelo mandrião.

Não concordo!

Como é que um estudante se governa com 100€ por mês? Então e as sebentas? Livros? Alimentação? Transporte? e a estadia, no caso dos alunos deslocados? 

100€ chegam, para alunos empreendedores que vendem o corpo para pagar as propinas e um ipad. O Negócio do sexo está sempre na moda.

Temos perto de 1 milhão de desempregados, que segundo o discurso do Miguel, que é praticamente a mesma merda que o Governo vem a dizer: que a malta é que não “arranha”, que não vai à procura de oportunidades, que não lança os seus projetos, enfim, malandros que não se sujeitam a nada. 

Ou seja, somos 1 milhão de pessoas, que não procuram emprego, que não arranham, vá, que são burros e nada inovadores?

Tem um discurso um pouco utopico, mas mesmo assim meio verdadeiro. É preciso acreditar nas nossas potencialidades e ir à procura, fazer e tudo mais. Mas é preciso algo mais, tipo, sei lá, oportunidades e condições...

Eu acredito no meu bom humor, por isso vou procurar e arranhar até trabalhar como artista de variedades.